terça-feira, 6 de outubro de 2015

NAVEGAR É PRECISO!

Seção: Sim, tem na Netflix!

Sabe aquela velha história de fazer uma coisa com coração, com alma? Não ter como objetivo principal dinheiro, ou reconhecimento, mas única e simplesmente satisfação pessoal?
Como um livro do Kerouac, ou um show do Paul McCartney, um disco do Rogério Skylab ou um filme do Cameron Crowe.
Às vezes acho que esse é o verdadeiro sentido da vida. Coisas feitas não por dinheiro ou reconhecimento. Mas porque fazer essa coisa faz com que você se sinta vivo.

Uma outra boa maneira de você visualizar o que eu estou tentando dizer aqui é assistindo ao excelente filme The Boat That Rocked (Os Piratas do Rock, aqui no Brasil).



Lançado em 2009, este longa britânico conta a história das rádios piratas que despejavam rock n' roll e pop aos ouvidos dos jovens ingleses cansados de música erudita e muita blá blá blá da BBC e demais rádios comerciais do Reino Unido.
Eram chamadas rádios piratas porque eram instaladas em velhos navios que ficavam ancorados nos gelados mares do norte da Inglaterra, a uma distância considerável da costa, longe das autoridades.
É em torno deste mundo que o roteiro do filme é ambientado, misturando realidade e ficção.

Um time de locutores que se revezam dia e noite na Radio Rock recebem a visita de Carl, enteado de Quentin, dono da rádio. Ali, entre sexo, disputas de egos e muito, mas muito mesmo, rock n' roll, Carl vai tentar descobrir quem é seu pai.
O humor britânico ácido e irônico dá o tom do filme, que não tem medo de ser politicamente incorreto e nem foge de clichês. Tudo na medida certa.
Ponto pra eles.

O crédito dessa rteceita de sucesso é de Richard Curtis, que escreveu e dirigiu o longa.
Curtis é um roteirista brilhante! Escreveu Quatro Casamentos e Um Funeral, O Diário de Bridget Jones, Simplesmente Amor e boa parte dos episódios da série de TV do personagem Mr. Bean.

Encabeçando o elenco está um dos melhores atores dos últimos tempos, o falecido Phillip Seymour Hoffman, que está impecável como The Count, um locutor apaixonado por rock n' roll.
O filme ainda tem os engraçadíssimos Bill Nighy e Nick Frost, além de vários atores não tão conhecidos, mas muito competentes.

Não preciso dizer que a trilha sonora é matadora, uma coletânea do que melhor se produziu em termos de pop e rock até 1967.

Esse é o tipo de filme que é complicadíssimo de se falar a respeito.
O filme é tão encantador e engraçado. Tão inspirador, tão divertido...que não dá pra ficar só no básico. Há a necessidade de citar cada personagem, cenas marcantes, cada canção maravilhosa da trilha sonora e assim por diante.
O que resultaria num texto enorme que ninguém aguentaria ler.

Portanto, em resumo, posso dizer o seguinte:
The Boat That Rocked é um filme brilhante, inspirador e muito engraçado.
Tem interpretações magníficas de atores como Phillip Seymour Hoffman e Nick Frost.
Foi escrito e dirigido pelo talentoso Richard Curtis, que escreveu Quatro Casamentos e Um Funeral.
Tem uma trilha sonora arrasadora.
É um filme que fala sobre amor às causas perdidas, sobre acreditar no que te faz feliz...e também sobre sexo, drogas e rock n' roll, porque ninguém é de ferro.

Se depois de ler isso você não se interessar pelo filme, sinceramente, não sei o que você está fazendo aqui lendo este blog.

Filme recomendadíssimo!

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