terça-feira, 22 de setembro de 2015

ALL YOU NEED IS LOVE...TO START.


Seção: Sim, tem na Netflix!

De tempos em tempos, nossa fé, nossa crença em nós mesmos e no mundo, é testada. Presenciamos, cada vez mais, todo o tipo de atrocidade. Desde maus tratos a animais até tortura e assassinato incentivados unicamente por preconceito e ignorância. E tais sentimentos se intensificam quando nos atingem diretamente. Um parente que morre de câncer prematuramente, alguém que você ama que te trai e te causa algum mal de maneira intencional, ou o simples fato de você se propor a fazer alguma coisa...qualquer coisa, por mais simples que seja, e falhar. Nessas horas você se pergunta:
“O que está errado neste mundo?”

Teoricamente, eu estou aqui para falar sobre um filme que eu assisti e gostei e quero sugerir para você. Teoricamente, você abriu este blog para ler sobre algum filme que você ainda não tenha visto e vai ver mais tarde, quando chegar em casa, do trabalho, e assistir enquanto come alguma besteira. Eu não posso falar por você e suas motivações.
Mas posso falar de mim.

Eu não venho aqui simplesmente para falar sobre um filme que eu gostei e acho que você vai gostar de ver também. Eu venho aqui para falar de mim. Venho aqui para liberar um pouco do turbilhão de pensamentos e sentimentos que me consomem diariamente. E eu faço isso com uma intenção que, se bem sucedida, causa uma consequência. Acredite ou não, eu venho aqui toda semana para tocar o seu coração. Eu escrevo essas linhas de madrugada pensando em várias pessoas que são especiais para mim e que podem gostar deste ou daquele filme. E fico torcendo para que essas pessoas leiam este texto e vejam o filme. Eu escrevo querendo tocar o coração de alguém que já viu o filme e que, ao ler este texto, se lembre de alguns trechos, e se emocione de novo. Esta é a intenção. Se esta intenção for minimamente bem sucedida, vem a consequência, que diz respeito ao meu bem estar diretamente. É quando alguém lê o texto, se comove de alguma maneira e eu fico sabendo disso. Seja por um comentário aqui no blog, uma curtida no facebook, uma palavra dita durante uma conversa entre amigos...
Não há sentimento melhor do que saber que eu consegui tocar um coração. Não há sorriso que baste para demonstrar tal satisfação.

E nós não sabemos como, exatamente, as coisas acontecem. Mas se a gente parar, mas parar mesmo, para prestar atenção ao nosso redor, vamos ver que tudo se conecta involuntariamente. Se eu bocejar na sua frente, você vai bocejar também. Se eu sorrir na sua frente, talvez você não sorria de imediato. Mas você vai lembrar do meu sorriso no meio do caminho para casa e vai sorrir pensando nisso. E, pode ser que, alguém que está ao seu lado no ônibus te veja sorrindo sozinho e acabe sorrindo discretamente também.
Nós somos parte de um todo.

Eu adoro saber que sou uma pessoa única. Cada vez mais, me reconheço como pessoa e desfruto da minha individualidade. Mas eu sei que, por mais que eu goste de ficar sozinho, eu preciso das pessoas. Eu preciso do amor. Preciso do carinho, preciso da ajuda, preciso dos conselhos, preciso das risadas, preciso dos cuidados. E também preciso amar, preciso dar carinho, preciso ajudar, preciso dar conselhos, preciso fazer rir, preciso cuidar. Não porque eu queira algo em troca. É porque, mais que tudo, meu corpo me diz isso tudo. Eu sinto falta.

É a reconciliação da ciência com a espiritualidade. Vivemos um mundo novo onde podemos acreditar em qualquer coisa. Existe tanta mudança, tantos avanços tecnológicos e filosóficos, que, apesar de toda a barbárie que ainda se faz presente em todo o mundo, ainda podemos acreditar que há um futuro promissor. Assim como o oceano, que aniquila toda uma cidade com um tsunami, mas que também alimenta milhares de pessoas e torna possível milhares de formas de vida, é feito de incontáveis gotas d’água, se todos acreditarem que mudanças são possíveis, podemos também tornar possível que muitas vidas sejam geradas e celebradas.
Quando John Lennon escreveu All You Need is Love, ele estava certo. Só faltou um complemento para tornar a canção perfeita.
Tudo o que você precisa é amor...para começar.
Com amor você começa a agir e pode fazer toda a diferença.

Tudo isso para dizer que o documentário I Am, do diretor  Tom Shadyac, acerta em cheio em sua proposta: Fazer com que o espectador pense na diferença que cada um faz no mundo.



Pode não ser um filme brilhante ou perfeito. Mas é bem escrito, impressiona por apresentar muitas informações científicas e algumas belas cenas.
O filme foi dirigido e escrito por Tom Shadyac, conhecido por dirigir grandes filmes de comédia como Ace Ventura, Patch Adams, Todo Poderoso, entre outros. Após sofrer um acidente sério, Shadyac passa por momentos sombrios e de muito questionamento. Quando começa a se recuperar, pega uma câmera e sai entrevistando grandes cientistas, filósofos e líderes religiosos sobre os problemas do mundo e da humanidade.
E o resultado de toda essa discussão é, ao mesmo tempo, dilacerante e maravilhoso.

Se eu não toquei seu coração com este texto, não tem problema. Não se sinta mal.
Mas, peço que você assista ao filme mesmo assim. Tenho certeza que ele pode te comover com mais facilidade.

Uma coisa eu posso te garantir. Vai valer a pena assistir.
E obrigado por estar aqui lendo.

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