Seção: Em Cartaz
O tempo nos ensina muita coisa.
Eu nunca me canso de dizer o quanto sinto prazer em me perceber envelhecendo, tomando novas decisões, evitando alguns hábitos ruins que não me faziam bem no passado e, principalmente, me esforçando para simplificar tudo o que sempre achei muito complicado. Relacionamentos afetivos, vida profissional e etc. Se a gente encara a vida com simplicidade e sem grandes expectativas, tudo fica mais fácil.
O tempo nos ensina muita coisa.
Eu nunca me canso de dizer o quanto sinto prazer em me perceber envelhecendo, tomando novas decisões, evitando alguns hábitos ruins que não me faziam bem no passado e, principalmente, me esforçando para simplificar tudo o que sempre achei muito complicado. Relacionamentos afetivos, vida profissional e etc. Se a gente encara a vida com simplicidade e sem grandes expectativas, tudo fica mais fácil.
Foi assim, sem grandes expectativas e esperando nada mais do que me
divertir, que entrei numa sala de cinema para assistir Férias Frustradas (Vacation,
título original), lançado em 2015. Com direção e roteiro de John Francis Daley
e Jonathan M. Goldstein, o longa é baseado no filme Férias Frustradas
(Vacation, título original), escrito por John Hughes, dirigido por Harold Ramis
e lançado em 1983.
Primeiro, vamos falar brevemente sobre o Férias Frustradas de 1983. É
um verdadeiro clássico. É uma das grandes comédias dos anos oitenta e um filme
que não envelhece. Ainda hoje, é fácil de ser revisto e dar boas risadas. Foi
criado por dois gênios do cinema para divertir as pessoas. Harold Ramis é
responsável por filmes excelentes como Feitiço do Tempo, Ghostbusters e Máfia
no Divã. Já o roteirista John Hughes escreveu a maioria dos grandes clássicos
dos anos oitenta e noventa, como Clube dos Cinco, A Garota de Rosa Shocking,
Antes Só do Que Mal Acompanhado, Gatinhas e Gatões, Curtindo a Vida Adoidado,
Esqueceram de Mim, entre outros.
Isso significa que, se a dupla Daley e Goldstein esperava superar este
original, teria que suar muito. Por sorte, eles não tiveram essa intenção.
Para falar então deste Férias Frustradas atual, vamos começar
pela história.
A ideia dos roteiristas era revisitar o filme de 1983, sendo assim, criaram uma história onde Rusty Griswold resolve levar sua família, esposa e dois filhos, para uma viagem de carro pelos Estados Unidos que marcou sua infância: conhecer o Walley World, um parque de diversões com uma montanha russa gigantesca. No caso, Rusty é o filho de Clark Griswold, personagem de Chevy Chase no filme de 1983, onde Clark tem a mesma ideia, levar a família para Walley World. Assim está feita a conexão entre os dois filmes. Daí em diante, vão aparecer algumas referências ao filme original, mas, de maneira geral, é um filme novo, com piadas novas. E não deixa a desejar.
A ideia dos roteiristas era revisitar o filme de 1983, sendo assim, criaram uma história onde Rusty Griswold resolve levar sua família, esposa e dois filhos, para uma viagem de carro pelos Estados Unidos que marcou sua infância: conhecer o Walley World, um parque de diversões com uma montanha russa gigantesca. No caso, Rusty é o filho de Clark Griswold, personagem de Chevy Chase no filme de 1983, onde Clark tem a mesma ideia, levar a família para Walley World. Assim está feita a conexão entre os dois filmes. Daí em diante, vão aparecer algumas referências ao filme original, mas, de maneira geral, é um filme novo, com piadas novas. E não deixa a desejar.
Uma das principais forças do filme, com certeza, é o elenco. Rusty é interpretado
pelo ótimo Ed Helms, sempre muito engraçado interpretando tipos bobalhões bem
intencionados. Sua esposa, Debbie, é interpretada por Christina Applegate, a
eterna Kelly Bundy, do clássico seriado Married With Children, que também está
muito bem no papel de esposa cansada, mas que tenta apoiar o marido em suas
patacoadas. Os filhos do casal, James e Kevin, são interpretados por Skyler
Gisondo e Steele Stebbins, respectivamente, e protagonizam algumas das cenas
mais engraçadas do filme. Fora o núcleo familiar, o longa ainda conta com
participações especiais e divertidíssimas de Charlie Day, um dos melhores
atores de comédia da atualidade, e Chris Hemsworth, o Thor dos Vingadores, que
faz uma participação impagável. Também participam brevemente o casal Chevy
Chase e Beverly D’Angelo, para relembrar o filme de 83.
O roteiro não é ruim, mas tem seus defeitos. Funciona muito bem como
esquetes, pois tem ótimas piadas. Mas não tem clímax, vai muito bem até certo
ponto. Quando tem que dar aquela guinada para nos levar a um final
empolgante, parece que o fôlego acaba. Mas não é algo que chega a prejudicar o
filme como um todo. Tem um ritmo muito bom e, se não arranca gargalhadas a cada
cena, mantém o expectador sempre sorrindo.
A parceria entre Daley e Goldstein é antiga, e vem trazendo ótimos
resultados. Juntos eles escreveram os ótimos filmes Quero Matar Meu Chefe 1 e 2,
a animação Está Chovendo Hambúrguer 2 e alguns episódios da divertida série
Bones.
A direção dos dois funciona muito bem. Tem ritmo e ótimos cortes.
Diferente do formato das comédias dos anos oitenta, com cenas longas, fades
entre uma e outra, eles dão uma fluidez maior, explorando melhor a fotografia e
dando mais agilidade ao filme.
Para concluir, é um filme que merece sim ser visto.
Quem viveu os anos oitenta e assistiu ao original de 1983, vai se
divertir muito com as citações, a participação de Chevy Chase, a aparição do
velho carro usado no filme original e coisas desse tipo.
Para quem é mais novo e não tem essa ligação, vai se divertir muito
também, pois as piadas são muito boas, beirando o absurdo. Este é o grande
trunfo da dupla Daley e Goldstein, eles conseguem criar situações tão absurdas
que parecem tiradas de desenhos animados, e fazem piada com absolutamente tudo.
É um filme para ser encarado como a vida. Sem grandes expectativas e
sem pensar no final. Apenas relaxe e aproveite a viagem.
Porque, no fim, é isso que faz tudo valer a pena.
Viver hoje.

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